Quando a coerência cede à obediência

10817845_748722561878930_1159577116_nFalemos de valores e de democracia. Na última Assembleia Municipal ficámos a saber que para o nosso Presidente da União de Freguesias a Obediência é um valor muito mais importante do que a Transparência, Coerência e a Participação Cívica que eu, pessoalmente, considero indispensáveis ao correto exercício de um cargo público com tal responsabilidade. E, depois de ontem, quero ver qual a moral para dizer que se faz uma política virada para as pessoas…

O Dr. Pedro Brás votou em Assembleia Municipal contra aquilo que o Presidente Pedro Brás e o PS implementou e defende na sua freguesia! Confusos? Não estejam. É a cedência dos valores à obediência, da defesa das pessoas aos superiores interesses partidários. Basta lerem o que aqui exponho e fico a aguardar pelas explicações. Credibilidade precisa-se e exige-se!

Passemos a explicar os factos concretos.

Ontem, dia 15 de Setembro, em reunião de Assembleia Municipal, o Movimento Sintrenses com Marco Almeida apresentou uma moção (em anexo, juntamente com o comunicado e a intervenção) que visava, perante a falta de iniciativa do PS em cumprir (mais) uma promessa eleitoral, a implementação no concelho do Orçamento Participativo.

Pois bem, apresentada a moção ficámos a saber que a coerência, para alguns, é algo que se submete à obediência partidária.

Afinal, ficámos a saber que o que tem servido como bandeira para a UF como algo importante e fantástico para os fregueses não passa, de acordo com o Presidente do município, de uma medida populista.

E evidencia que o que é de grande utilidade e relevância, permitindo a participação dos fregueses, na palavra do Presidente Pedro Brás, já não serve os interesses dos munícipes no voto do Dr. Pedro Brás na Assembleia Municipal.

É uma questão de falta de coerência que põe em causa a credibilidade de quem deveria defender os interesses dos munícipes da sua União de Freguesias.

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É imperativo perguntar e saber se os fregueses não são munícipes e vice-versa? Ou seja, percebemos agora que não são mesmo as pessoas que estão em primeiro e sim a submissão aos interesses superiores.

A pergunta que se impõe tem por base esta cedência da coerência à obediência.

Porque houve quem, defendendo o OP abandonasse a sala, não votando. Menos mal, digo eu…

E tendo havido empate (com a CDU, espante-se, a apoiar o PS) permitiu que o sr. Presidente da Assembleia impusesse o voto de qualidade contra a moção. Isto é, o voto do Sr. Presidente da UF de Massamá e Monte Abraão foi decisivo, sendo o único cujo voto contrariou a sua ação no exercício das suas funções!

Impõe-se então uma explicação cabal que justifique a ação do Dr. Pedro Brás onde a exigível coerência cedeu à obediência.

Resumindo, o voto do Sr. Presidente da UF de Massamá e Monte Abraão não defendeu em Assembleia Municipal aquilo que implementou na sua freguesia e que o nosso movimento, apesar de ter, apenas e só, algumas opiniões divergentes relativamente ao regulamento, considera um instrumento que “está a consolidar-se como um espaço que recupera para a acção política pessoas que estão descrentes do sistema democrático participativo e constitui uma suprema manifestação de exercício democrático e a expressão duma cidadania que se quer plena”.

Mais grave ainda quando sabemos todos que há propostas recusadas, de acordo com o regulamento do OP da Freguesia, por não caberem no âmbito das competências da União de Freguesias e sim na esfera de atuação municipal. Logo, é fácil de concluir que o voto do Sr. Presidente impediu que muitas das propostas e ambições dos seus fregueses pudessem ser apresentadas, e quem sabe aprovadas, num Orçamento Municipal, limitando de forma grave o acesso a um instrumento democrático importante que poderia possibilitar melhorias numa das maiores freguesias do concelho. Certo é que, pela amostra, essas propostas voltam para a gaveta e nem a UF as apresenta nem os fregueses/munícipes as podem apresentar e defender.

Mais estranho ainda é, na última Assembleia de Freguesia, ter sido apresentada uma proposta de adesão à “Rede de Autarquias Participativas”. Na altura quer nós, quer outras bancadas questionaram sobre os prós e as vantagens que daí poderiam advir. Na justificação, o Sr. Presidente do executivo defendeu que era uma mais valia (com custos) no que concerne à melhoria e aprendizagem na implementação deste processo. E agora vota contra na AM????

E melhor ainda, da lista de autarquias aderentes consta a Câmara Municipal de Sintra!!!!! Absolutamente notável e sem vergonha.

E qual a justificação para o PS se opor a uma moção que defendia aquilo que, com êxito, 3 freguesias do concelho já haviam aplicado?

O Movimento Sintrenses com Marco Almeida quer é fazer pré-campanha… A sério???

Há 3 anos que o Movimento apresenta em sede de Assembleia Municipal propostas e moções. Ao contrário de quem faz obras só no último ano, temos tentado defender os interesses de quem nos elegeu e que defendemos quando nos candidatámos. Desde uma baixa generalizada de impostos (incluindo IMI, IRS, Derrama) até esta última que visava a constituição de um grupo de trabalho para a implementação do Orçamento Participativo, todas as moções e propostas têm sido recusadas pela maioria, prejudicando na nossa opinião, a população.

E quem está em campanha é o Movimento? Se calhar porque somos interventivos, trabalhando em prol dos sintrenses e dos seus interesses, exigindo até que se cumpram as inúmeras e ambiciosas promessas eleitorais do PS. Onde está a baixa de tarifas na fatura da água, o alargamento da oferta dos manuais escolares ao 2º ciclo, mais segurança e iluminação por leds nas ruas do concelho, a empresa municipal de transportes… Basta pesquisar e consultar o programa do “Todos por Sintra” para se ver que está praticamente tudo por cumprir. Mas compramos a Quinta Mont Fleuri por quase 3 milhões de euros, o Hotel Netto que lá está, mudo, quedo e parado, por mais 600 mil euros…

Já vai longo o texto, mas a indignação é muita! Porque chega de demagogia e de hipocrisia dizendo que se trabalha para as pessoas mas depois votamos contra uma proposta que visa a participação cívica dessas mesmas pessoas; Chega de dizer que defendem os interesses da UF e dos seus fregueses quando depois se contradizem nas ações e nos votos em favor do superior interesse do poder.

Já sabíamos que, pela amostra das ações com o Movimento e das tão fechadas presidências abertas, o conceito de democracia do Sr. Presidente Basílio era algo diferenciado e à imagem de um passado que queremos esquecer. O que não sabíamos era que tinha seguidores tão fiéis como incoerentes. Não é isto que eu quero em Portugal e, muito menos, em Sintra e na nossa União de Freguesias. Pelo menos ficamos a saber o que pauta e manda na ação local do nosso executivo.

É que a História podia e, deve ser, mesmo muito diferente!!!

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por Sintrenses com Marco Almeida - União Freguesias Massamá e Monte Abraão

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