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Encontro Sintrenses com Marco almeida – 1º Aniversário

Encontro Sintrenses com Marco almeida - 1º Aniversário

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“Os desistentes nunca vencem e os vencedores nunca desistem”, por isso Mãos à obra!

Sou de Monte Abraão e, por absurdo decreto governamental, sou agora também de Massamá.

Sou, desde que me conheço, Sintrense!

Além do que sou, quero deixar claro com quem estou. Estou com Marco Almeida, estou com Fátima Campos! E com todos a queles que estiveram, VERDADEIRAMENTE e a 100% com eles e, consequentemente, comigo!

Esta clarificação é a base que sustenta todas as palavras que escreverei aqui sobre as eleições autárquicas.

Muitos esperariam que chegasse aqui e utilizasse frases feitas e politicamente correctas. Puro engano de quem não me conhece. A hipocrisia não faz parte de mim. Não falo nem escrevo o que os outros querem ouvir mas sim a minha opinião, frontal e sincera.

Perdemos!

Esta é a primeira conclusão. Fria, nua e crua.

Perdemos porque não conseguimos transmitir aos eleitores que este era um movimento diferente, assente em pessoas como eu, como tu, como nós. Político sim, porque todos somos políticos, mesmo quando nos abstemos, mas distinto da partidocracia reinante.

Perdemos porque não conseguimos fazer passar a mensagem de um movimento de mudança e porque não conseguimos chegar à população explicando que mudar não é alternar entre símbolos, entre uma mão fechada, uma seta ou uma foice. Mudar é escolher os melhores projectos, as propostas mais realistas, as pessoas mais capazes e habilitadas para os por em prática e por em primeiro lugar as pessoas.

Perdemos porque a democracia pode ser uma cruel ditadura mediática.

Perdemos porque não fomos capazes de ter mais votos.

Ganhámos!

Incrível como se pode perder e ganhar.

E não falo de vitórias morais. Falo de conquistar massa critica, de derrotar grandes máquinas partidárias, de conseguir mais de um quarto dos votos dos eleitores de Sintra e o mesmo número de vereadores do partido vencedor que celebrou uma vitória que foi alcançada com menos 7% e menos 200 000 votantes em relação a 2009.

Ganhámos o respeito do país e dos sintrenses à custa do esforço de um grupo de cidadãos empenhados, dedicados, genuínos e verdadeiramente preocupados com as suas aldeias, vilas e cidades.

E ganhámos a liderança de 4 freguesias e muitos lugares na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia onde a voz activa, atenta e interventiva dos nossos eleitos se fará sentir e terá papel importante nos próximos 4 anos.

E, sobretudo, ganhámos um futuro, porque depois deste movimento, Sintra já não é nem nunca mais será a mesma.

Mais uma vez a frontalidade. A verticalidade que sempre me/nos caracterizou.

Poderia estar aqui a dar os parabéns ao PS, ao Pedro Brás e à sua equipa. Pois bem, não é isso que farei. Não poderia, em consciência, fazê-lo.

Apesar da cordialidade que o novo presidente da União de Freguesias sempre demonstrou, não me revejo em certos expedientes que foram utilizados pelo seu partido como o envio de SMS a apelar ao voto no dia de eleições. E não foram os únicos a fazê-lo, tanto no dia, como na véspera. Se os fins justificam os meios e se aplica a lei do tudo vale então algo vai mal nesta nossa democracia que há muito joga com dados viciados. E isso não é motivo de congratulações.

Podia estar aqui a desejar a melhor das sortes mas também não o farei.

Alguém sempre me disse que a sorte dá muito trabalho e Massamá/Monte Abraão precisa de muito empenho, dedicação e seriedade e, sendo coerente, só posso esperar e exigir ao Pedro Brás e ao seu executivo aquilo que exigiria a mim próprio. Como sempre disse, independentemente do resultado das eleições, no dia 30 continuaria a ser o mesmo cidadão activo, participativo e atento, assumindo as responsabilidades que o eleitorado me confiasse. Mas isso não significará nunca a complacência e a inércia. É isso que farei na bancada da Assembleia de Freguesia, trabalhar sempre com o único objectivo de contribuir para a constante melhoria da nossa comunidade e do nosso concelho.

Agora os desabafos.

Mea culpa. Falhei!

Como parte de uma equipa assumo a minha responsabilidade, quiçá, com um quinhão grande. Mas aprendi e não cometerei os mesmos erros.

Rebenta-me o peito de revolta por ouvir coisas em que não quero acreditar mas que sempre senti ao longo da campanha.

Indigna-me a maledicência, a falsidade e, sobretudo, a falta de lealdade.

Desprezo quem faz o jogo duplo de estar bem com Deus e com o Diabo e que prefere não se comprometer, não dar o peito às balas e, assim, sair de fininho como se nada com eles fosse, mantendo intacta a capacidade de, confortavelmente, se encostar ao poder.

Choca-me a indiferença perante uma injustiça tão grande, sorrindo perante a crueldade de um resultado que influencia e influenciará a vida de todos mas, principalmente, de pessoas dedicadas e corajosas (e como as admiro!) cujas lágrimas me tocaram profundamente como se fossem minhas.

Estoiro de raiva quando sei que o espirito de Judas desceu sobre o movimento e boicotou a entrega, a dedicação, o esforço e o querer de quem objectivava o bem comum e não o umbilical interesse do seu ego.

Abomino quem “sacode a água do capote”, quem se julga detentor da razão, quem diz não ter falhado, quem avisou e quem agora tem certezas que antes nunca teve.

E por aqui me fico!

Finalmente, a gratidão!

Nunca terei palavras para agradecer o apoio e compreensão da minha mulher e dos meus filhos. Dão-me forças que nunca pensei ter e suportam as minhas falhas e ausências.

Aos meus amigos – e que amigos – só posso dizer que não lhes agradeço porque, como eles sabem, “a amizade não se agradece, retribui-se”, e eu vou levar toda a minha vida para lhes retribuir aquilo que de forma incondicional me têm dado, generosa e desinteressadamente.

Aos meus adversários (e não inimigos) porque com eles vou crescendo e tornando-me mais forte, melhor.

A todos aqueles, anónimos e não só, que não fazendo parte dos que mencionei, tiveram paciência e compreensão para me aturar, ouvir, compreender ou nem por isso.

Aos “irredutíveis gauleses“, de todas as freguesias mas em especial de Massamá e Monte Abraão, companheiros de arruadas, de caravanas, de esclarecimentos e acções de campanha várias, aqueles que, sem medo, sem vergonha, de cabeça erguida, vestiram a camisola, que saíram à rua, deram a cara, arriscaram, cansaram-se, entregaram-se denodadamente, sofreram, sorriram, lutaram e Acreditaram! A todos esses, os verdadeiros, os incondicionais, os de consciência tranquila, uma mensagem de reconhecimento que se traduz num conforto enorme de saber que continuarão aí e que a vossa qualidade humana é inigualável. Terão sempre em mim um amigo leal e frontal.

À excelência, coragem, entrega, dedicação e dimensão de pessoas que, tendo tanto a perder, não hesitaram e de forma verdadeira e franca puseram toda a sua alma e coração ao serviço de uma causa. Que enormes seres humanos! Só posso garantir que estarei sempre na linha da frente quando precisarem de mim!

E por fim, ao Marco e à Fátima!

Por serem quem são e como são. Por terem confiado em mim e me terem feito Acreditar que há políticos diferentes, frontais, verticais e dedicados às causas que, de forma efectiva, abraçam. Por serem como eu, como tu, como ele, como nós, dando o exemplo, sendo os primeiros a trabalhar, preocupando-se com quem necessita, ensinando e, ao mesmo tempo, querendo aprender.

Há poucos como vós e só quem não vos conhece não sabe o que Sintra e Massamá e Monte Abraão adiaram. Porque são o rosto de em poucos meses ter surgido um movimento exemplar, diferente e que cresceu até ao limiar da vitória. Em quatro anos o trabalho e o tempo se encarregarão de transformar esse limiar em novas conquistas e num exemplo de uma nova forma de fazer política.

Mãos à obra, porque acredito que “Os desistentes nunca vencem e os vencedores nunca desistem”

Carlos Miguel Saldanha

Tomada de posse na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Massamá e de Monte Abraão

ImageDiscurso da Drº Maria de Fátima Campos na Tomada de posse na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Massamá e de Monte Abraão

Exmas Senhoras,

Exmos Senhores,

 Em democracia, serve-se as populações e os territórios na condição de eleito, independentemente de se ter sido o mais ou o menos votado.

Em democracia, respeita-se os resultados eleitorais e não se despreza ou negligencia a condição de representante por esta advir de uma menor expressão numérica da de outros representantes.

Em democracia, acata-se a decisão do povo, assumindo o papel que este nos quis dar, sem bloqueio aos que foram escolhidos para governar mas sem alienação das confiança e responsabilidades de que fomos e deveremos continuar a ser merecedores.

Conscientes e convictos dos três princípios que acabo de enunciar, tomamos hoje posse como vogais à assembleia de freguesia da União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão pelo Movimento Sintrenses com Marco Almeida com orgulho, disponibilidade e determinação.

Consideramos o nosso mandato uma responsabilidade, uma “boa” obrigação relativa aos nossos eleitos e a Massamá e Monte Abraão em geral. Pessoalmente, continuo devedora da confiança depositada pelos eleitores em mim e na lista que encabecei, agora com um papel diferente que, com naturalidade, interpreto e intuo.

Minhas senhoras e meus senhores,

Não vou (enquanto eleita) e não vamos (enquanto bancada) abandonar Massamá e Monte Abraão. Entendemos que devemos continuar a trabalhar para Monte Abraão e começar a fazê-lo por Massamá. O resultado das eleições de 29 de Setembro, pela sua expressão, incumbiu-nos claramente de uma responsabilidade: a de escrutinar o mandato da Junta de Freguesia.

Assumimos frontalmente que seremos oposição. É transparente e honesto que assim seja. O Movimento Cidadãos com Marco Almeida e o PS são portadores de projetos e modos de funcionamento distintos, muito distintos até. Por isso, escolhemos este posicionamento. É transparente e honesto que assim seja. Mas seremos leais. Oposição não é sinónimo de bloqueio. Oposição, no nosso entendimento democrático, quer dizer alternativa, fiscalização, mas também apoio e colaboração quando as políticas e as medidas forem ao encontro dos interesses de Massamá, de Monte Abraão e das respetivas populações.

Disponho de um capital de experiência e conhecimento do território e das funções que considero preciosos para a União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão. Dispomos de uma energia e de uma nova forma de estar na política e nos cargos públicos que podem ser muito úteis às até agora duas freguesias. Entendo e entendemos que guardar para nós, com ressentimento ou calculismo, esses recursos de que somos portadores seria uma atitude egoísta, nada respeitadora de quem a confiança quisemos conquistar.

Ao novo presidente, Dr. Pedro Brás, cumprimentamos, saudamos e desejamos sorte.

Ao novo presidente exigimos competência.

É este o meu papel enquanto detentora de um mandato da Assembleia de Freguesia (bem como de todos os meus colegas de bancada) e, permitam-me a franqueza, enquanto ex-presidente que tem a consciência de ter realizado um bom trabalho desde 1997 até hoje.

Não renegamos o que dissemos e defendemos em campanha. É, aliás, com particular orgulho que assumimos o mosso mandato pela lista Sintrenses com Marco Almeida. Endereçamos até, pela minha voz mas em nome de todos, um cumprimento especial ao próprio Marco Almeida, pelas ideias, pela campanha construtiva e pela conduta na noite das eleições e nos dias que nos conduziram até à presente data.

Do “caderno de encargos” que se avizinha, quero destacar a difícil e premente instalação da União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão. Árduo desafio, digo-o por experiência própria (da década de 90). Funcional e simbolicamente exige dinamismo mas sensibilidade; proatividade mas precaução; capacidade reivindicativa mas redutibilidade.

Com a crise a agudizar-se, o apoio de emergência (quotidiano) e a estratégia de inclusão social (concretizada no dia-a-dia mas articulada numa lógica de médio-prazo) serão determinantes para diminuir o impacto decorrente das medidas deste governo e da depressão económica no nosso país.

É uma honra estar neste momento histórico, o da primeira assembleia de freguesia, de tão importantes e expressivos territórios.

O Movimento Sintrenses com Marco Almeida não se extingue, nem vai hibernar por 4 anos. Vai estar em cada freguesia, em todo o concelho de Sintra. A nossa bancada desta assembleia de freguesia – e cada um dos seus 5 elementos – constituirá um excelente exemplo desta forma de estar. A pugnar pela melhoria das condições de vida da população da agora União das Freguesias de Massamá e Monte Abraão.

Estejamos, todos, à altura da honra e da importância deste mandato!

Maria de Fátima Campos